{"id":899,"date":"2023-05-27T00:26:24","date_gmt":"2023-05-27T00:26:24","guid":{"rendered":"https:\/\/conserv.org.br\/2023\/05\/produtores-rurais-de-mato-grosso-poderao-receber-para-nao-desmatar\/"},"modified":"2023-05-27T00:26:24","modified_gmt":"2023-05-27T00:26:24","slug":"produtores-rurais-de-mato-grosso-poderao-receber-para-nao-desmatar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/conserv.org.br\/en\/2023\/05\/produtores-rurais-de-mato-grosso-poderao-receber-para-nao-desmatar\/","title":{"rendered":"Produtores rurais de Mato Grosso poder\u00e3o receber para n\u00e3o desmatar"},"content":{"rendered":"<p>Produtores rurais de Mato Grosso que conservarem floresta al\u00e9m do que a lei obriga poder\u00e3o receber por isso. Esse \u00e9 o objetivo do CONSERV, projeto que visa a compensa\u00e7\u00e3o financeira para fazendeiros que t\u00eam excedente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa.<\/p>\n<p>O estado de Mato Grosso tem aproximadamente 7 milh\u00f5es de hectares de excedente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, ou seja, o que existe al\u00e9m da chamada reserva legal. De acordo com o novo C\u00f3digo Florestal, toda essa vegeta\u00e7\u00e3o pode ser desmatada para lavoura e pasto se o produtor tiver a autoriza\u00e7\u00e3o da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). A iniciativa visa evitar que esse desmatamento\u00a0 aconte\u00e7a, estruturando um mecanismo privado de compensa\u00e7\u00e3o inicialmente no estado de Mato Grosso, identificando onde existem estas \u00e1reas de excedente, e em consulta com produtores locais e estudos desenvolvidos no IPAM chegar a um valor de compensa\u00e7\u00e3o que seja vi\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para o pesquisador do IPAM Marcelo Stabile, coordenador do projeto, o produtor rural ainda carece de mecanismos de incentivo e de apoio econ\u00f4mico para preservar as \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa que poderiam ser suprimidas legalmente.<\/p>\n<p>A escolha do local para a fase inicial, bem como os valores de compensa\u00e7\u00e3o, ser\u00e3o determinados por estudos e consultas a atores locais. O intuito \u00e9 testar a viabilidade ambiental, econ\u00f4mica e social do mecanismo e futuramente expandir para todo o estado, contribuindo para a estrat\u00e9gia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), que visa a conservar at\u00e9 1 milh\u00e3o de hectares de vegeta\u00e7\u00e3o nativa em excedente de reserva legal at\u00e9 2030 no estado.<\/p>\n<p>O di\u00e1logo com produtores e com representantes do setor produtivo ajuda a compor esses estudos. Para isso, pesquisadores do IPAM foram para Tangar\u00e1 da Serra, no oeste mato-grossense, onde conversaram com produtores sobre as oportunidades de um piloto para o mecanismo financeiro.<\/p>\n<p>O engenheiro agr\u00f4nomo Rui Alberto Wolfart atua h\u00e1 34 anos em Mato Grosso e defende o uso respons\u00e1vel da terra. \u201cO CONSERV \u00e9 a primeira proposta compreens\u00edvel de parte dos propriet\u00e1rios interessados, dentre tantas, que j\u00e1 foram apresentadas. O projeto emprega a\u00a0 linguagem e o \u2018modus operandi\u2019 deles. Este \u00e9 o caminho.\u201d<\/p>\n<p>O projeto, que agora est\u00e1 em fase de estudos e prospec\u00e7\u00e3o para que o piloto aconte\u00e7a, \u00e9 desenvolvido pelo IPAM, em parceria com o <a href=\"https:\/\/www.edf.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Environmental Defense Fund (EDF)<\/a> e o <a href=\"http:\/\/whrc.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro de Pesquisa de Woods Hole (WHRC)<\/a>.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores rurais de Mato Grosso que conservarem floresta al\u00e9m do que a lei obriga poder\u00e3o receber por isso. Esse \u00e9 o objetivo do CONSERV, projeto que visa a compensa\u00e7\u00e3o financeira para fazendeiros que t\u00eam excedente de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. 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